terça-feira, 6 de outubro de 2015

O inferno (in)(e)terno.

Nas noites e momentos em que a mente divaga, vivendo a vida que imaginamos que seria o resultado provável daquilo tudo que fazemos, o horror da concepção dos próprios erros é fato consumado com os apertos no peito que perduram pelo dia.

Inconstante é a vontade de corrigir as coisas, ser paciente, ser conivente (ou conveniente?), aceitar as que não gostamos, necessariamente para continuar na companhia de quem achamos gostar, respeitar e continuar respeitando após a prova da recíproca inexistir.

É incrível o momento em que notamos que as maiores penúrias advém pura e, quase, exclusivamente das falhas que cometemos, das palavras que deixamos de dizer e daquelas ditas nos momentos inoportunos (principalmente ébrios).

E desconfiar... essa palavra é atormentadora. 
O esforço em externar a preocupação é ato repetido, mas o resultado do comentário não explicita o sentimento correto. Não é a perda. É a repetição desta.

Dia cinza.
O respeito, a confiança e o apreço continuam.
Mas a visualização de um futuro provável, repetidamente, não facilita as coisas.
Difícil falar a respeito.
Difícil explicar que normalmente esses breves ensaios de clarividência costumam realizar-se e, em alguns casos, já o foram - apenas não há consciência do ocorrido.

Viagem.
Que viagem.
Ninguém falou que seria fácil.

Ankh
06-10-2015
O advento da incerteza é avassalador.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Nossas vidas são paralelas



Vidas paralelas emergem de fragmentos de confiança colados com cuspe no decorrer dos anos.
Haja saliva para efetivarem uma muralha.
É necessário grande história para encontrarem rumo e entenderem que a essência concêntrica se resume ao paralelismo: o advogado da discórdia é apenas o tempo.
Conceitos abstratos de amizade se confundem com o racionalmente aceito como razão enfrentando vontades, fatos, gostos e congruências legitimadas pelo compartilhamento de situações comuns.
Beber? Comer?
O pasto que alimenta "cabeças-novas" se resume à auto-comiseração: não se sentem responsáveis, afinal são vítimas de um bombardeio de informações aleatórias e, consequentemente, não entendem linhas de raciocínio (nem as próprias) ou sequer respeitam aquilo que difere dos insights que tiveram nos últimos cinco segundos. 
Mas, era diferente?
Provavelmente não. Porém, insensato é aquele que não percebe nos próprios erros um caminho a evitar.
Apesar de todos os preconceitos, o bom senso ainda faz falta quando saudosista. 
Foi diferente. 
Igual em alguns momentos, mas diferente na urgência de decisões e noções.
Paciência, paciência: exercício do infinito assassinato do ego.
Que o advogado cronológico se faça presente naqueles que não escutam.
Aguardai. 
E tomai em vossos excelentíssimos cús.

Ankh
22-07-2014
A importância das pessoas é medida pelas decisões tomadas em relação a outrem. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Homem-máquina: apertador de botão.

Automático.
Insensato.
Momento oportuno ao discorrimento incapaz de conclusão qualquer.
Quais quer?
Seja o assombro do ilusório em mente há tempos
ou a realidade afugentadora de possíveis prazeres,
não há resposta concreta.
(pausa para o café).

Ankh
19-02-2014
Tá. E daí?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Redator de Notas de Rodapé

Convicção e Razão
Duas faces de uma moeda enferrujada.
Contradição, desunião
Realidade obtusa do inconsciente comum.

Partidarismo próprio
Verbo conjugado no infinitivo profundo.
Desonesto, corrupto
A atualidade convém ao egoísmo absurdo.

Adoração efêmera à comiseração fingida
Pseudo-humilde, gigante em ego.
Carcomido, funesto
Procura nos outros o quê não tem em lida.

Praticidade oposta
Encontra motivos para procrastinação.
Questiona, aposta
Mas não contribui com qualquer ação.

Grande bosta.


Ankh
11-12-2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CTRL + FUCK

Passei vários anos trabalhando auto-controle para ser menos agressivo com as pessoas.
Hoje ficou bem claro que várias(os) me respeitavam mais quando dava respostas curtas e grossas e não me importava se estava falando de forma raivosa.

Então fodam-se.

Beijos.

Ankh
05-09-2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Perdendo a voz

Cada dia mais me esforço para fazer ouvir.
Não há via de mão dupla, não há resposta.
A interrupção antes restrita ao ambiente de trabalho, hoje é constante.
Já me disseram que falo mais do que deveria quando abro a boca e talvez por isso se esforcem tanto para impedir que me comunique. Que fique claro: respeito-os. Cada um. Talvez até mais do que deveria.
Mas esta constante vem incomodando: Uma fórmula que não se aplica por igual não é fórmula, é imposição.

E está funcionando: ando perdendo o interesse na companhia de vocês.

Ankh
10-06-2013

domingo, 24 de março de 2013

O Dia que Assombra

Ainda com o sorriso no rosto, esperava a mudança física cujo reflexo interior seria inesquecível.
O corte.
A palavra.
A morte.
Muita coisa ficou para trás neste dia.
O orgulho.
O orgulho.
O orgulho.

Ainda sou assombrado pela memória.
Rogo que a história não se repita.
Mas em sonhos, em racionalizações pressagiosas, o evento torna a acontecer.
O inferno é a repetição.


Ankh
Memória constante nas decisões diárias.