terça-feira, 29 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Em fila
Não há movimento na estrada
E o tempo parado me cala
Se cego espero a dormir
A filha, da mãe que não tem coragem
Do pai que só bebe bobagem
E enfrenta o mundo em pregos
Sem dentes, não quer mais sorrir
Outro instante passa na tela
E essa constante entorpece
(Se honrado) prostrado em terra, o infeliz perece
na parede, incerta, a memória favela
Quer pão? Sem mão?
De outro tanto a pedir perdão
Quer mãe? Quer Pai?
Desse encanto a esperança se esvai.
Enquanto a saudade, tão bela,
Sorrindo, deitada em prece
A saúde velha estremece
Na parede a memória é favela
E é sempre o mesmo que espera
Quer pão? Sem mão?
De outro tanto a pedir perdão
Quer mãe? Quer Pai?
Desse encanto a esperança se esvai.
Ankh
Idealizada como letra para uma música, de 2005.
E o tempo parado me cala
Se cego espero a dormir
A filha, da mãe que não tem coragem
Do pai que só bebe bobagem
E enfrenta o mundo em pregos
Sem dentes, não quer mais sorrir
Outro instante passa na tela
E essa constante entorpece
(Se honrado) prostrado em terra, o infeliz perece
na parede, incerta, a memória favela
Quer pão? Sem mão?
De outro tanto a pedir perdão
Quer mãe? Quer Pai?
Desse encanto a esperança se esvai.
Enquanto a saudade, tão bela,
Sorrindo, deitada em prece
A saúde velha estremece
Na parede a memória é favela
E é sempre o mesmo que espera
Quer pão? Sem mão?
De outro tanto a pedir perdão
Quer mãe? Quer Pai?
Desse encanto a esperança se esvai.
Ankh
Idealizada como letra para uma música, de 2005.
sábado, 1 de janeiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Música Morfética
Cultua o mundo ébrio
É feliz com pó e migalhas
Sem exemplo, vai seguindo
Na superfície vai dormindo.
Não tem sonhos
Quer quinze minutos, nada mais
E p'ra isso é capaz
De esquecer o que acredita.
Não vê
Não cogita
Insistir no que lhe é bom
Afinal
Por dinheiro é sabão:
Limpo ou sujo, vai direto para o ralo
E não esquece do orvalho
Quando precisa d'água p'ra curar ressaca
Necessidade vindoura
- quando souber ser fraca.
Quer muleta
Quer esmola
E quando o décimo quinto minuto passar, vai perceber que nem os amigos restaram.
Só o dinheiro.
Nada melhor pr'um brasileiro:
Música morfética
Quase poética
Pena que toca o ano inteiro.
Ankh
22-07-2010
Tava precisando atualizar!
É feliz com pó e migalhas
Sem exemplo, vai seguindo
Na superfície vai dormindo.
Não tem sonhos
Quer quinze minutos, nada mais
E p'ra isso é capaz
De esquecer o que acredita.
Não vê
Não cogita
Insistir no que lhe é bom
Afinal
Por dinheiro é sabão:
Limpo ou sujo, vai direto para o ralo
E não esquece do orvalho
Quando precisa d'água p'ra curar ressaca
Necessidade vindoura
- quando souber ser fraca.
Quer muleta
Quer esmola
E quando o décimo quinto minuto passar, vai perceber que nem os amigos restaram.
Só o dinheiro.
Nada melhor pr'um brasileiro:
Música morfética
Quase poética
Pena que toca o ano inteiro.
Ankh
22-07-2010
Tava precisando atualizar!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
3.0
Carcomido pelas sombras do tempo
Torto, gordo, barrigudo, insone
Cheio de reflexos e oportunidades
Obtuso, de olhos fundos refletidos em espelhos
\de prata turvos
\de prata turvos
Balzaquiano, por mais que tenha tanto rechaçado o termo
Grande evidência de uma sociedade decadente
Ocupa no espaço o tempo dedicado a atividades difusas
E por horas a fio não completa o ciclo de
\muitas outras obrigatórias
Esparsas e vagas memórias de outros instantes diletantes
Sobressaem-se aos valores tangíveis que necessita almejar
E mareja os olhos a reunir personas ímpares,
\incólumes às tormentas
Felizes em suas lidas e vidas.
E ainda dizem que a gente melhora com o tempo... tsc, tsc, tsc...
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