quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Homem-máquina: apertador de botão.

Automático.
Insensato.
Momento oportuno ao discorrimento incapaz de conclusão qualquer.
Quais quer?
Seja o assombro do ilusório em mente há tempos
ou a realidade afugentadora de possíveis prazeres,
não há resposta concreta.
(pausa para o café).

Ankh
19-02-2014
Tá. E daí?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Redator de Notas de Rodapé

Convicção e Razão
Duas faces de uma moeda enferrujada.
Contradição, desunião
Realidade obtusa do inconsciente comum.

Partidarismo próprio
Verbo conjugado no infinitivo profundo.
Desonesto, corrupto
A atualidade convém ao egoísmo absurdo.

Adoração efêmera à comiseração fingida
Pseudo-humilde, gigante em ego.
Carcomido, funesto
Procura nos outros o quê não tem em lida.

Praticidade oposta
Encontra motivos para procrastinação.
Questiona, aposta
Mas não contribui com qualquer ação.

Grande bosta.


Ankh
11-12-2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CTRL + FUCK

Passei vários anos trabalhando auto-controle para ser menos agressivo com as pessoas.
Hoje ficou bem claro que várias(os) me respeitavam mais quando dava respostas curtas e grossas e não me importava se estava falando de forma raivosa.

Então fodam-se.

Beijos.

Ankh
05-09-2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Perdendo a voz

Cada dia mais me esforço para fazer ouvir.
Não há via de mão dupla, não há resposta.
A interrupção antes restrita ao ambiente de trabalho, hoje é constante.
Já me disseram que falo mais do que deveria quando abro a boca e talvez por isso se esforcem tanto para impedir que me comunique. Que fique claro: respeito-os. Cada um. Talvez até mais do que deveria.
Mas esta constante vem incomodando: Uma fórmula que não se aplica por igual não é fórmula, é imposição.

E está funcionando: ando perdendo o interesse na companhia de vocês.

Ankh
10-06-2013

domingo, 24 de março de 2013

O Dia que Assombra

Ainda com o sorriso no rosto, esperava a mudança física cujo reflexo interior seria inesquecível.
O corte.
A palavra.
A morte.
Muita coisa ficou para trás neste dia.
O orgulho.
O orgulho.
O orgulho.

Ainda sou assombrado pela memória.
Rogo que a história não se repita.
Mas em sonhos, em racionalizações pressagiosas, o evento torna a acontecer.
O inferno é a repetição.


Ankh
Memória constante nas decisões diárias.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Queda reflexiva intrínseca obliterada pela racional equação entre amor, amizade, fé e imbecilidade.


A honestidade é a maior maldição para qualquer pessoa de coração mole:
- Fere o oposto e, qual espelho, destrói o reflexo.
Não há como ser mediano:
Se amoroso, comedido, fulgura o hábito de ser manipulado;
se controlado, racional, a maldade espreita;
se impulsivo, raivoso, o conflito é certo.

O apóstrofo incólume segue a pungente menção à guerra interna.
O choro alheio, qual etileno às chamas, é certeza de insônia e arrependimentos.

Só há paz na subordinação.
Só há calma na ignorância.

Um reflexo imininente de toda capacidade de autocomiseração é a frustração crescente: não faz feliz, não consegue fazer/trazer felicidade. 
Não é necessário quaisquer escapismos para ter certeza da tragédia grega sobre o cálice de café, ou mesmo sobre a ausência de equilíbrio entre o cordeiro e o lobo: é carne, é caça; mas, se torna caçador, pratica a morte por esporte - e toda razão se esvai.

O super-ego cria barreiras cada vez maiores para os atos de purismo visceral.
E o resultado, cabal, é a tristeza enterrada em atos simples: No silêncio, na ausência, na abstinência, na distância.

A simplicidade da necessidade é assustadora, porém não compete ao verbo responder quais são as possibilidades do retorno à situação de conforto.
A consciência interior precisa partir de pontos internos, de necessidades próprias e verdades concebidas sobre a própria fé - quer ela exista ou não.

Se os muros construídos como sustentação de castelos pessoais estão ruíndo, a queda é certa. A receita para a felicidade: não há.


---- xx ----

Antes de disparar as flechas da verdade, molhe sua ponta no mel.
Mas lembre de ter mel à mão e de deixar as flechas à mostra.
Ninguém espera rompantes de sinceridade, nem suspeita daquele que se esconde no silêncio.


---- xx ----

Personalizando o escrito:

Nas épocas de festas é incrível como meu estopim acaba. A paciência, a vontade de ser aprazível e a aceitação às decisões (independente de concordância) começam a incomodar. Foi assim, ainda é, e parece-me que continuará o mesmo.

Cada vez mais concordo com o que dizia um bom amigo em vários diálogos: "as pessoas não mudam". Em tempos passados, travei debates discordando dessa conclusão. Dizia que as pessoas podem e devem mudar. Mas a realidade é digna de sorrisos em confirmação à derrota: Podemos criar dispositivos novos de auto-controle, mas infelizmente a essência continua a mesma, seja ruim ou boa.

Preciso criar novos dispositivos e encontrar meios equilibrados de conviver entre a raiva, a comodidade, a subordinação e a merda: tudo isso convive muito mal em minha criativa mente. 
Devo ter algo de bom também. 
Mas essa parte, neste momento, foi cagar no mato.


Ankh
23-12-2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

/IGNORE < ME >


Em um ambiente de trabalho, duas pessoas diferentes trabalham em materiais diferentes quando um deles interrompe o outro.

- Dá licença, você pode fazer um favor e me ajudar?
- Claro!
- Tem como alterar esses termos neste material?
- Sim, claro. Quer que organize da forma “x”? Oi? Quer que organize da forma “x”? Oi? Ok, depois eu pergunto de novo.

Pensamento conclusivo: esqueci a merda da bola de cristal em casa.

Ankh
22-11-2012