terça-feira, 22 de julho de 2014

Nossas vidas são paralelas



Vidas paralelas emergem de fragmentos de confiança colados com cuspe no decorrer dos anos.
Haja saliva para efetivarem uma muralha.
É necessário grande história para encontrarem rumo e entenderem que a essência concêntrica se resume ao paralelismo: o advogado da discórdia é apenas o tempo.
Conceitos abstratos de amizade se confundem com o racionalmente aceito como razão enfrentando vontades, fatos, gostos e congruências legitimadas pelo compartilhamento de situações comuns.
Beber? Comer?
O pasto que alimenta "cabeças-novas" se resume à auto-comiseração: não se sentem responsáveis, afinal são vítimas de um bombardeio de informações aleatórias e, consequentemente, não entendem linhas de raciocínio (nem as próprias) ou sequer respeitam aquilo que difere dos insights que tiveram nos últimos cinco segundos. 
Mas, era diferente?
Provavelmente não. Porém, insensato é aquele que não percebe nos próprios erros um caminho a evitar.
Apesar de todos os preconceitos, o bom senso ainda faz falta quando saudosista. 
Foi diferente. 
Igual em alguns momentos, mas diferente na urgência de decisões e noções.
Paciência, paciência: exercício do infinito assassinato do ego.
Que o advogado cronológico se faça presente naqueles que não escutam.
Aguardai. 
E tomai em vossos excelentíssimos cús.

Ankh
22-07-2014
A importância das pessoas é medida pelas decisões tomadas em relação a outrem. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Homem-máquina: apertador de botão.

Automático.
Insensato.
Momento oportuno ao discorrimento incapaz de conclusão qualquer.
Quais quer?
Seja o assombro do ilusório em mente há tempos
ou a realidade afugentadora de possíveis prazeres,
não há resposta concreta.
(pausa para o café).

Ankh
19-02-2014
Tá. E daí?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Redator de Notas de Rodapé

Convicção e Razão
Duas faces de uma moeda enferrujada.
Contradição, desunião
Realidade obtusa do inconsciente comum.

Partidarismo próprio
Verbo conjugado no infinitivo profundo.
Desonesto, corrupto
A atualidade convém ao egoísmo absurdo.

Adoração efêmera à comiseração fingida
Pseudo-humilde, gigante em ego.
Carcomido, funesto
Procura nos outros o quê não tem em lida.

Praticidade oposta
Encontra motivos para procrastinação.
Questiona, aposta
Mas não contribui com qualquer ação.

Grande bosta.


Ankh
11-12-2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CTRL + FUCK

Passei vários anos trabalhando auto-controle para ser menos agressivo com as pessoas.
Hoje ficou bem claro que várias(os) me respeitavam mais quando dava respostas curtas e grossas e não me importava se estava falando de forma raivosa.

Então fodam-se.

Beijos.

Ankh
05-09-2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Perdendo a voz

Cada dia mais me esforço para fazer ouvir.
Não há via de mão dupla, não há resposta.
A interrupção antes restrita ao ambiente de trabalho, hoje é constante.
Já me disseram que falo mais do que deveria quando abro a boca e talvez por isso se esforcem tanto para impedir que me comunique. Que fique claro: respeito-os. Cada um. Talvez até mais do que deveria.
Mas esta constante vem incomodando: Uma fórmula que não se aplica por igual não é fórmula, é imposição.

E está funcionando: ando perdendo o interesse na companhia de vocês.

Ankh
10-06-2013

domingo, 24 de março de 2013

O Dia que Assombra

Ainda com o sorriso no rosto, esperava a mudança física cujo reflexo interior seria inesquecível.
O corte.
A palavra.
A morte.
Muita coisa ficou para trás neste dia.
O orgulho.
O orgulho.
O orgulho.

Ainda sou assombrado pela memória.
Rogo que a história não se repita.
Mas em sonhos, em racionalizações pressagiosas, o evento torna a acontecer.
O inferno é a repetição.


Ankh
Memória constante nas decisões diárias.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Queda reflexiva intrínseca obliterada pela racional equação entre amor, amizade, fé e imbecilidade.


A honestidade é a maior maldição para qualquer pessoa de coração mole:
- Fere o oposto e, qual espelho, destrói o reflexo.
Não há como ser mediano:
Se amoroso, comedido, fulgura o hábito de ser manipulado;
se controlado, racional, a maldade espreita;
se impulsivo, raivoso, o conflito é certo.

O apóstrofo incólume segue a pungente menção à guerra interna.
O choro alheio, qual etileno às chamas, é certeza de insônia e arrependimentos.

Só há paz na subordinação.
Só há calma na ignorância.

Um reflexo imininente de toda capacidade de autocomiseração é a frustração crescente: não faz feliz, não consegue fazer/trazer felicidade. 
Não é necessário quaisquer escapismos para ter certeza da tragédia grega sobre o cálice de café, ou mesmo sobre a ausência de equilíbrio entre o cordeiro e o lobo: é carne, é caça; mas, se torna caçador, pratica a morte por esporte - e toda razão se esvai.

O super-ego cria barreiras cada vez maiores para os atos de purismo visceral.
E o resultado, cabal, é a tristeza enterrada em atos simples: No silêncio, na ausência, na abstinência, na distância.

A simplicidade da necessidade é assustadora, porém não compete ao verbo responder quais são as possibilidades do retorno à situação de conforto.
A consciência interior precisa partir de pontos internos, de necessidades próprias e verdades concebidas sobre a própria fé - quer ela exista ou não.

Se os muros construídos como sustentação de castelos pessoais estão ruíndo, a queda é certa. A receita para a felicidade: não há.


---- xx ----

Antes de disparar as flechas da verdade, molhe sua ponta no mel.
Mas lembre de ter mel à mão e de deixar as flechas à mostra.
Ninguém espera rompantes de sinceridade, nem suspeita daquele que se esconde no silêncio.


---- xx ----

Personalizando o escrito:

Nas épocas de festas é incrível como meu estopim acaba. A paciência, a vontade de ser aprazível e a aceitação às decisões (independente de concordância) começam a incomodar. Foi assim, ainda é, e parece-me que continuará o mesmo.

Cada vez mais concordo com o que dizia um bom amigo em vários diálogos: "as pessoas não mudam". Em tempos passados, travei debates discordando dessa conclusão. Dizia que as pessoas podem e devem mudar. Mas a realidade é digna de sorrisos em confirmação à derrota: Podemos criar dispositivos novos de auto-controle, mas infelizmente a essência continua a mesma, seja ruim ou boa.

Preciso criar novos dispositivos e encontrar meios equilibrados de conviver entre a raiva, a comodidade, a subordinação e a merda: tudo isso convive muito mal em minha criativa mente. 
Devo ter algo de bom também. 
Mas essa parte, neste momento, foi cagar no mato.


Ankh
23-12-2012