Mais um ano passa.
Mais um fim de ano difícil - como muitos passados, como muitos que virão.
Ano de vitórias.
De construções de idéias e decisões por caminhos de vida.
Ganhei uma noiva.
Perdi uma irmã; prima, mas irmã.
Perdi um tio no dia de Natal.
Estou preocupado com um amigo que convalesce.
Coisas da vida.
Os revezes são os piores momentos para se passar.
Mas os melhores para pensar.
Não na tristeza, nem na sensação vazia de derrota ou impotência frente ao mundo.
Mas nos caminhos, nas estradas, nas congruências interpessoais.
É quando percebemos quem apazigua e quem quer apenas ver o fogo crescer.
2009 foi um ano de mudanças, o fim de ano está sendo de aprendizado diário.
De trabalho.
De sorrisos, abraços.
De desentendimentos e palavras duras trocadas.
E de tudo o que disse acima, nada justifica nenhuma atitude, palavra ou postura.
Somos o que somos.
O respeito é o pai da convivência.
Meus problemas são meus, assim continuarão.
A história de cada um é sempre diferente.
Desejo a todos que o ano acabe:
Como cada dia.
Como cada entardecer.
E que o amanhecer seja sempre mais belo e melhor que o anterior.
Que os ciclos se renovem.
Ankh
30-12-2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Valor-Valia-Valorar-Valorizar.
Tenho perdido algumas noites de sono pensando:
- O que faz a vida valer a pena?
O que vale?
O que significa o valor das coisas?
O peso de cada uma delas?
Uma casa, um carro.
Uma guitarra.
Um amigo, dois. Um casamento.
Viagens.
Trabalho.
Coisas e mais coisas.
Dinheiro.
Dinheiro.
Dinheiro.
Incrível como a maioria das respostas são relacionadas aos três últimos repetidos ítens.
Regras de conduta.
Regras de trabalho.
Regras e imposições de vida.
Regras.
Onde está a felicidade?
Nos sonhos ou nas necessidades?
Sonhos são necessidades?
É necessário ter sonhos?
Ou basta a realização material de ser um bom funcionário?
Não sei até onde cada uma dessas coisas vale a pena.
Bendito dia de elocubrações.
Falta um pouquinho de fé, e não falo dos outros.
Preciso entender porque os sonhos alheios nunca valem tanto quanto os nossos próprios.
Procuro interiormente entendimento sobre aquilo que está fora, afora. À forra.
Compreender a incompreensão.
Respeitar o desrespeito.
Abstrair a possessão.
Confiar na desconfiança.
Ser humano.
Ser.
Ou ter?
- O que faz a vida valer a pena?
- O que faz a vida valer a pena?
O que vale?
O que significa o valor das coisas?
O peso de cada uma delas?
Uma casa, um carro.
Uma guitarra.
Um amigo, dois. Um casamento.
Viagens.
Trabalho.
Coisas e mais coisas.
Dinheiro.
Dinheiro.
Dinheiro.
Incrível como a maioria das respostas são relacionadas aos três últimos repetidos ítens.
Regras de conduta.
Regras de trabalho.
Regras e imposições de vida.
Regras.
Onde está a felicidade?
Nos sonhos ou nas necessidades?
Sonhos são necessidades?
É necessário ter sonhos?
Ou basta a realização material de ser um bom funcionário?
Não sei até onde cada uma dessas coisas vale a pena.
Bendito dia de elocubrações.
Falta um pouquinho de fé, e não falo dos outros.
Preciso entender porque os sonhos alheios nunca valem tanto quanto os nossos próprios.
Procuro interiormente entendimento sobre aquilo que está fora, afora. À forra.
Compreender a incompreensão.
Respeitar o desrespeito.
Abstrair a possessão.
Confiar na desconfiança.
Ser humano.
Ser.
Ou ter?
- O que faz a vida valer a pena?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Outro tempo
n'outro instante
quem aqui vive em casa-grande?
Ser trabalho, trabalhista
na senzala fecha a vista.
Quer dinheiro, putanheiro
desce o lombo o ano inteiro.
Se revolta, fala alto
bate à mesa e toma um trago.
Quer dinheiro, punheteiro
p'ra beber o ano inteiro.
Sol e chuva e pés na lama
limpa as botas sobre a cama
no banheiro sua conduta
lava o rabo no chuveiro
quebra inteiro o que labuta.
Mas seu ato é p'ra que blefe:
Masturbar o bolso do chefe.
Ankh
23-11-2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Partindo do que faço,
já não quero mais palavras.
De poeta e escritor: professor;
de guitarrista, músico, artista: sonhador.
Gasto tempo em pensamento
Busco portas e saídas
E as histórias vividas
São como chuva sem vento:
Vem e vão com o tempo
Vão e vem com a lida.
Ver colores, ser as dores: amores;
amigo do peito, honesto-direito: respeito.
Egocêntrico, duro, racional: ista.
Falar, ouvir, opinar: ador.
Malabarista do palavreado.
Súbito lapso de hemorragia verbal.
Ankh
23-11-2009
Palavra-borracha: propaga e volta. Bate na cara e então solta.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Rotineiro
A ordem do dia é não ter momentos.
Movimentos.
A ordem da casa é manter-se ocupado – a “mente vazia é playground do capeta”.
A fórmula é não pensar: agir e fazer, técnica em sincronia.
O jeito de ser é simples, conciso: atende, resolve, senta, pasta.
No momento em que o criativo faz menção de levantar-se a hora chega.
E se não dorme, depois atrasa o laço.
O jeito é levantar o braço
Acostumar com a lida
E esquecer do tempo de tentar criar.
Ankh
28-10-2009
Movimentos.
A ordem da casa é manter-se ocupado – a “mente vazia é playground do capeta”.
A fórmula é não pensar: agir e fazer, técnica em sincronia.
O jeito de ser é simples, conciso: atende, resolve, senta, pasta.
No momento em que o criativo faz menção de levantar-se a hora chega.
E se não dorme, depois atrasa o laço.
O jeito é levantar o braço
Acostumar com a lida
E esquecer do tempo de tentar criar.
Ankh
28-10-2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Entre amigos e pesares

Sinto saudades
Sentirei saudades.
Tudo na vida nasce, cresce, desvanece e morre.
Só consigo pensar em flores no comparativo.
A voracidade do objetivo primário em estar vivo
É objeto do luto ocidental mal resolvido
Da dificuldade em aceitar a impotência humana
- da realidade.
A todos os que vivem
Na memória, na história e no peito
Um dia espero ser digno da palavra em contrapartida.
Do respeito, do merecimento do apreço e das saudades.
Do valor do contato, das presenças.
Das pessoas mais próximas e da sutileza de olhares
Amigos: mãe, noiva e irmãos inclusos no pacote.
Da identificação.
Do conhecer além da mera visão simulada
Do paradoxo entre parecer e ser.
Sinto saudades.
Sentirei saudades.
Do respeito pelas opções difusas dos contextos alheios
Da dedicação a objetivos que vão além da mera vivência
Da admiração por insistir.
Gostaria de ser religioso para ter orado com mais afinco.
Gostaria de acreditar que eu poderia ter feito algo mais.
Sinto saudades.
Sentirei saudades.
Não encontro palavras.
Não há palavras.
Ankh
14-09-2009
Tentei escrever, mas soava cada vez mais egoísta.
Descanse em paz, Melody.
Sentirei saudades.
Tudo na vida nasce, cresce, desvanece e morre.
Só consigo pensar em flores no comparativo.
A voracidade do objetivo primário em estar vivo
É objeto do luto ocidental mal resolvido
Da dificuldade em aceitar a impotência humana
- da realidade.
A todos os que vivem
Na memória, na história e no peito
Um dia espero ser digno da palavra em contrapartida.
Do respeito, do merecimento do apreço e das saudades.
Do valor do contato, das presenças.
Das pessoas mais próximas e da sutileza de olhares
Amigos: mãe, noiva e irmãos inclusos no pacote.
Da identificação.
Do conhecer além da mera visão simulada
Do paradoxo entre parecer e ser.
Sinto saudades.
Sentirei saudades.
Do respeito pelas opções difusas dos contextos alheios
Da dedicação a objetivos que vão além da mera vivência
Da admiração por insistir.
Gostaria de ser religioso para ter orado com mais afinco.
Gostaria de acreditar que eu poderia ter feito algo mais.
Sinto saudades.
Sentirei saudades.
Não encontro palavras.
Não há palavras.
Ankh
14-09-2009
Tentei escrever, mas soava cada vez mais egoísta.
Descanse em paz, Melody.
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